3º Encontro – “Douro e o Turismo

Com os Encontros de Reflexão Sobre o Douro e o Património da Humanidade – Encontros do Morgadio da Calçada, procurou-se que especialistas, atores locais, entidades institucionais e ainda personalidades externas à região debatessem o Douro e a problemática do Património, numa perspectiva de desenvolvimento.

Desta forma, os Encontros de Reflexão sobre o Douro permitiram: dinamizar a reflexão crítica sobre os caminhos de desenvolvimento do Douro; colocar temáticas pertinentes sobre o presente e o futuro do Douro em debate, numa perspetiva transversal e aberta; enquadrar esta reflexão no projeto de âmbito internacional “World Generation Project”, tendo em consideração a importância da cooperação com outros Sítios que integram a lista de Patrimónios da Humanidade da UNESCO.

COFINANCIAMENTO – ON.2 “O NOVO NORTE”
DOUROVALOR – Valorização e Promoção Económica, Cultural e Social do Património Imaterial do Alto Douro Vinhateiro” – NORTE-08-0569-FEDER-000165

O 3º encontro de reflexão, com o tema “Douro e o Turismo”, teve lugar no dia 18 de Abril de 2015 no Morgadio da Calçada, Provesende, integrando o programa do dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Eduardo Gonçalves foi o comissário deste encontro onde estiveram presentes mais de quarenta convidados.

  1. Com a aprovação do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro, em 2004, reajustado em 2007, reconheceu-se o potencial turístico do Douro, com base “no valor e na singularidade mundial da sua paisagem, produtiva e natural, do seu património cultural identitário, assim como na excecional e reconhecida qualidade dos produtos da terra”. Até que ponto as expetativas então geradas não se defraudaram?
  2. As insígnias que o Douro possui – «mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo, Património da Humanidade, destino turístico de excelência, destino turístico sustentável» são reconhecidamente uma vantagem para o Douro. Importa avaliar até que ponto se traduzem em resultados mesuráveis em benefício das pessoas que residem na região.
  3. Deve ou não o Douro, região produtora do Vinho do Porto – o produto nacional mais conhecido a nível mundial – encontrar formas de promoção no mercado externo que invertam o atual quadro de procura do Douro, esmagadoramente dependente do mercado interno?
  4. Até que ponto pode a economia digital ajudar a comunicar o destino Douro?

No sentido de dar resposta às questões que aqui se sintetizam, o Encontro abordou assuntos estruturantes, tais como os aspetos que interferem com um melhor aproveitamento dos recursos turístico do Douro, tendo em atenção o seguinte: O Douro foi considerado um pólo turístico prioritário do País; O Douro tem despertado uma atenção por parte dos mercados e de organizações internacionais; Tem atraído investimentos públicos e privados muito significativos no sentido de uma oferta qualificada; Todavia, também no que respeita a esta atividade, tem faltado alguma capacidade, a nível local e regional, para aproveitar cabalmente as suas potencialidades.

Tendo em conta os aspetos acima mencionados foram abordados temas como: Enoturismo, Ecoturismo, Geoturismo, Promoção externa e Marketing.