No âmbito do projeto “Douro em Movimento, Aldeias com Vida”, promovido pela Douro Generation e a Rede de Aldeias Vinhateiras, com o cofinanciamento do Norte 2020, e numa perspetiva de maior desenvolvimento da região e das comunidades que nela vivem e trabalham, realizaram-se cinco Encontros Clube Douro Mágico para debater várias temáticas, tendo como principal objetivo “promover o empreendedorismo na região”.

A 18 de janeiro, no Régia-Douro Park, a temática foi “Indústrias Criativas”.

Pretende-se promover o empreendedorismo na região do Douro, em particular do sector das Industrias Criativas, pelo que se propõe a reflexão sobre os desafios e as oportunidades no sector, facilitando o contacto entre os diversos stakeholders, com o objetivo da partilha de experiências e desenvolver oportunidades de negócio.

Laurent Filipe, Douro Generation

Definição e Identificação das Indústrias Criativas

  • Transversalidade entre cultura, criatividade e economia em Portugal
  • Factores a considerar e a desenvolver
  • Os três vetores principais do setor cultural e criativo SCC
  • O valor do setor cultural e criativo na economia portuguesa
  • O contributo em termos de VAB (valor acrescentado bruto) e emprego.

A Sessão de Esclarecimento foi composta por duas apresentações:

A Experiência do Prémio Nacional Indústrias Criativas (PNIC) – Inês Mesquita | UNICER

Desafios e Oportunidades das Industrias Criativas – António Luís Ferreira | Gestão de Topo

A Experiência do Prémio Nacional Indústrias Criativas (PNIC) – Inês Mesquita | UNICER

A experiência do Prémio Nacional das Indústrias Criativas:

  • o que é
  • em que consiste
  • a quem se dirige
  • quem premiou

Desafios e Oportunidades das Indústrias Criativas – António Luís Ferreira | Gestão de Topo

1. O “sector cultural” enquanto espaço de afirmação de bens e serviços públicos e semipúblicos, com atividades associadas ao património e às artes, onde os “stakeholders” determinantes e centrais são os cidadãos portadores de direitos democráticos de acesso à cultura;

2. As “indústrias culturais”, como espaço de afirmação de bens e serviços transacionáveis, onde se produzem fortes sinergias entre os objetos e produtos de criação e os suportes e equipamentos de difusão, que se situam privilegiadamente no terreno dos conteúdos e do lazer e onde os “stakeholders” determinantes e centrais são os consumidores portadores de hábitos e poderes de compra segmentados;

3. As “atividades criativas”, como espaço de afirmação de competências e qualificações criativas, que acompanham a crescente relevância dos elementos imateriais (valores estéticos e simbólicos, entre outros), para além dos elementos de ordem material e funcional, na determinação do valor dos bens económicos, em trabalhos de conceção, criação, design e branding, onde os “stakeholders” centrais são os profissionais portadores de capacidades diferenciadoras. 
A articulação entre cultura, criatividade e economia conduz a que os bens e serviços envolvidos na economia criativa surjam como “produtos compósitos”.

O seminário foi realizado no formato “Mesa Redonda” e procurou responder às seguintes questões:

  – Como estimular e promover o empreendedorismo na área das Industrias Criativas na região do Douro?

 – Quais as oportunidades?

 – Quais são os factores bloqueadores e como os ultrapassar?

Oradores convidados:

Diogo Pinto | Porto Design Factory

José Ruivo | Noocity

Tiago Ribeiro | Miss Can

Moderador:

António Luís Ferreira | Gestão de Topo

Teresa Albuquerque, Casa de Mateus

  •  Indústrias Criativas são novo sector em expansão;
  •  Importante contributo para o desenvolvimento;
  •  As empresas que inovem de forma sistemática são aquelas que vão sobreviver.

Nas indústrias criativas do Douro:

  1. Setor conjuga o cultural com o criativo;
  2. A criatividade e a inovação permitem gerir negócios e acrescentar valor económico à região e ao país;
  3. Um sector que é complexo, mas que gera desafios;
  4. As empresas e organizações têm de aprender de uma forma mais rápida (rapidez e flexibilidade);
  5. Necessidade constante de renovação e inovação para a sobrevivência.

No final decorreu uma Mostra de Produtos Douro Mágico, onde foram mostrados e degustados alguns dos melhores sabores da região.