A Douro Generation realizou uma importante participação no evento anual da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, a 24 de março de 2017.

Carla Santos, fundadora e membro da Direção da Douro Generation foi convidada a participar na sessão “Empoderamento económico das mulheres no mundo do trabalho em mudança”.

Esteve presente um grupo restrito de empreendedoras de todo o mundo para discutirem o empoderamento das mulheres líderes empresariais, num mundo em que, de 9,5 Triliões de dólares por ano de contratações no mercado público das Nações Unidas, só 1% são realizados por empresas lideradas por mulheres.

Carla Santos, 3ª à esquerda

Como ultrapassar a barreira dos 1%?

Foi o que Carla Santos e mais quarenta e nove elementos, provenientes dos quatro cantos do mundo abordaram, no sentido de contribuir para um mercado mais inclusivo.
O painel foi moderado por Arif Zaman, diretor executivo da Commonwealth Businesswomen’s Network, que vincou a necessidade de se encontrar o “Como” ir para além dos 1%, ao longo da discussão realizada nesta comissão.

Carla Santos, que disse sim a uma das missões dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e marcou presença em Nova Iorque representando o Douro e Portugal, sublinhando a necessidade de se criarem parcerias entre empresas e de capacitar economicamente as mesmas para dar resposta ao Request for Proposal das Nações Unidas. É um desafio pelo qual todas as empreendedoras passam. Tal facto é ainda mais notório no sector dos serviços, onde as mulheres líderes são muito poucas e há uma necessidade maior de ter capacidade financeira para poder contratualizar um contrato, não receber durante 90 ou mais dias e conseguir cumprir as obrigações mensais a que está sujeita. Isto impede muitas PME detidas por mulheres de se aventurarem no mercado público internacional e obriga-nos a estabelecer parcerias com outras entidades com maior poder económico e financeiro, para conseguir entrar na cadeia de valor.

Segundo Margo Thomas (Chief, Secretariat of the United Nations Secretary Generals High-Level Panelon Women´s Economic Empowerment) existem quatro grandes constrangimentos para as mulheres a todos os níveis: as normas sociais, que educam as mulheres para estarem destinadas a apenas certos tipos de trabalhos, remunerados ou não; a dificuldade de medir a contribuição que as mulheres dão para a economia global, pois trabalham muitas vezes em sistemas paralelos e sem controlo; as dificuldades de se poderem financiar e de ter acesso a meios financeiros e por fim a dificuldade de terem acesso à era digital e à tecnologia.

Para Meg Jones, as Nações Unidas estão a tomar decisões importantes para o futuro nesta área, tendo incluindo no plano estratégico de 2017 a 2020, para o aumento da capacidade do sistema das Nações Unidas para trabalharem em parcerias multissectoriais e multiculturais, contribuindo positivamente para levar a cabo o empreendedorismo feminino.

Conclui-se que o desafio que Margo Thomas deixou nesta Comissão foi a capacidade de as mulheres se unirem e criarem parcerias entre si, dando trabalho a mulheres, e entre mulheres alterar e mover a contratação pública das Nações Unidas para além dos 1% atuais.

Esta iniciativa foi realizada no âmbito do projeto “Douro em Movimento, Aldeias com Vida”.

CARLA SANTOS Membro da Direção da Douro Generation